E Por Vinicius Menegolo

Em uma celebração longa e bastante apressada comandada por Ricky Gervais, a 73ª edição do Globo de Ouro anunciou seus vencedores. O destaque da premiação foi O Regresso, novo filme de Alejandro Gonzalez Iñaritú, que venceu nas três principais categorias de cinema: melhor filme, melhor direção e melhor ator.  Carol, o filme com maior número de indicações da noite e forte candidato ao Oscar, foi a grande decepção, encerrando a noite sem nenhum prêmio. Jennifer Lawrence, em mais uma parceria com David O’Russel, levou o prêmio de melhor atriz pela terceira vez por sua atuação em Joy: O Segredo do Sucesso, se tornando a décima atriz com ao menos três estatuetas.

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F Por Vinicius Menegolo

Final dos anos 80. Compton, Califórina. Ice Cube, Dr. Dre, Easy-E, DJ Yella e MC Ren se unem para formar aquele que seria o maior e mais influente grupo de rap da história. Com batidas vigorosas, letras poderosas e indigestas e uma autenticidade ímpar, o N.W.A. (Niggaz With Attitude) chegou ao topo de forma meteórica. Em uma excelente cinebiografia, Straight Outta Compton narra a trajetória do grupo, desde sua formação até meados dos anos 90.

2016 começou e trouxe com ele as expectativas para o que veremos nos cinemas ao longo do ano. Será um ano repleto de franquias e blockbusters. Teremos sete filmes de super herói, o primeiro spin-off de Star Wars, o retorno de Harry Potter e também projetos autorais de diretores que admiramos. Para elaborar a lista, desconsideramos os filmes lançados em dezembro nos Estados Unidos, mas que estreiam no Brasil em janeiro como Creed, Os Oito Odiados e O Regresso.

M Por Guilherme Murayama

Making a Murderer não é fácil de se assistir. O documentário que retrata a história de Steven Avery, condenado nos Estados Unidos por homícidio doloso, toca profundamente o espectador. A justiça norte-americana poucas vezes se mostrou tão falha. Com ritmo de thriller e a profundidade de um livro denso, a série aborda o tema de um modo único. Mesmo tendo a abrangência do meio audiovisual, o formato de episódios permite um fluxo que até pouco tempo era apenas possível na literatura.

N Por Guilherme Murayama

Numa nova etapa da construção de Vampiro Americano, Scott Snyder e Rafael Albuquerque retornam com uma das melhores séries em quadrinhos da atualidade. Em Segundo Ciclo, acompanha-se Skinner Sweet e Pearl Jones no ano de 1965. Dez anos após o último contato entre os dois, a vida se situa de um modo bem diferente. Pearl Jones resgata criaturas perdidas em fuga de predadores na transformada fazenda de sua família no Kansas. Skinner Sweet vive agora na fronteira com o México, atacando traficantes e contrabandistas. Entretanto, algo antigo surge das sombras para ameaçar esse novo mundo. Chamam-lhe de O Negociador.

D Por Guilherme Murayama

Daniel J. Goor e Michael Scur, de Parks and Recreation, criaram através de uma temática comum uma das melhores séries de comédia da atualidade. Brooklyn Nine-Nine apresenta uma premissa simples através de uma comédia sobre investigação policial. As relações de trabalho e a dinâmica das delegacias já foi muito explorada no meio audiovisual. Portanto, o que realmente diferencia a série é a combinação entre um roteiro sólido, com uma edição precisa e atuações promissoras. Com um humor inteligente, a série aborda o dia-a-dia da 99ª Delegacia de Polícia do Brooklyn e acerta na fotografia que simula um conteúdo dramático. Através de cores sóbrias, Brooklyn Nine-Nine estabelece um realismo incomum entre as séries de humor.

F Por Guilherme Murayama

Felipe Nunes aparentemente ainda não esqueceu de sua infância. A temática, presente em sua obra anterior Klaus, retorna em Dodô. Após o reconhecimento no Troféu HQMIX na categoria de “Novo Talento – Desenhista”, esperava-se que a segunda HQ do autor continuasse desenvolvendo a qualidade revelada em Klaus. Entretanto, o salto entre a narrativa estabelecida na primeira graphic novel e Dodô supera a expectativa. Dodô se situa facilmente entre os melhores trabalhos nacionais de 2015 e consolida a escrita incomum de Nunes no primeiro plano entre artistas independentes.

A Por Guilherme Murayama

A edição do selo Graphic MSP redesenhou os personagens de Maurício de Souza para construir história mais dramáticas e complexas. Em Louco, Rogério Coelho, vencedor do prêmio Jabuti, desenvolve um dos personagens mais irreverentes de Maurício. Numa mistura de loucura e imaginação, Licurgo Orival Umbelino Cafiaspirino de Oliveira entra em uma jornada poética sobre sonhos, criatividade e os limites da mente humana.