N Por Guilherme Murayama

No cinema, assim como nos livros, um dos aspectos mais importantes para a construção de uma boa história é o ritmo. Para a narrativa fluir bem, o argumento não basta, é necessário que o diretor e o escritor saibam o que estão fazendo. Afonso Poyart é um caso raro de cineasta brasileiro que consegue equilibrar em si mesmo ambas as qualidades. “Mais Forte Que o Mundo” é um dos poucos filmes nacionais em que o roteiro, escrito por Poyart ao lado do consagrado Marcelo Rubens Paiva, se sobressai durante toda a narrativa.

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C Por Guilherme Murayama

“Capitão América: Guerra Civil” é um filme vazio. São algumas risadas e boas cenas de ação numa história fraca que só parece boa se comparada com filmes como Batman V. Superman e Era de Ultron. A ação nos blockbusters norte-americanos está predominantemente sem ritmo e apática. Ao se aproximar da narrativa dramática, o filme se perde e parece sempre ter pés nos freios. Não há sensação de perigo quando bombas explodem ou carros quebram, o Universo Cinematográfico Marvel sofre com a repetição e o medo dos executivos.

N Por Guilherme Murayama

Atuações excessivas. Direção infantil. Roteiro inconsistente. Chappie é um projeto interessante que não foi bem desenvolvido. A trama é sobre um robô, capaz de aprender e pensar, sequestrado por um grupo de traficantes que precisam conseguir uma enorme quantidade de dinheiro para liquidar uma dívida e conseguir uma vida nova. Em meio a tudo isso, Deon (Dev Patel) é um cientista que tenta trazer humanidade para o andróide e aumentar suas possibilidades criativas. Um argumento ambicioso sobre inteligência artificial, desenvolvimento de armas para fins militares e amadurecimento.

N Por Guilherme Murayama

Não espere por um 007 como Skyfall. Spectre, apesar de ser dirigido pelo mesmo diretor do longa anterior, segue por uma narrativa totalmente diferente. Em Skyfall, Sam Mendes trabalhou com a história do personagem para criar uma obra-prima com tons dramáticos inesperados. Agora, em Spectre, o diretor caminha com um longa criado aos moldes que consagraram a franquia no cinema. Isso significa que o novo 007 possui um formato clássico, ainda que com uma linguagem dinâmica própria do cinema contemporâneo.

A Por Vinicius Menegolo

Ao passo que a grande maioria das franquias chega capenga no terceiro ou quarto filmes, Missão Impossível se destaca por conseguir manter o alto nível mesmo no quinto capítulo. Ágil, inteligente e repleto de suspense, Missão Impossível: Nação Secreta captura o melhor de seus predecessores para entregar um filme primoroso, um dos melhores da franquia.

U Por Guilherme Murayama

Uma sensação bem provável durante a experiência de assistir à The Raid: Redemption, é a de arrependimento. Arrependimento porque este longa já merecia ter sido visto antes. “The Raid: Redemption” é um dos melhores filmes desta década e, como todos os outros que se encaixam nesta descrição, possui um alto nível de qualidade que lhe é inexorável.

U Por Vinicius Menegolo

Um filme solo do Homem Formiga foi uma escolha ousada da Marvel para encerrar a segunda fase de seu universo cinematográfico. O Formiga sempre foi um herói secundário, que nunca teve muito destaque nos quadrinhos a não ser pela sua participação entre os Vingadores. Em um universo tão grande, com ameaças planetárias e galáticas, era difícil a tarefa de tornar interessante um filme sobre um personagem tão pequeno. E a Marvel conseguiu. Homem Formiga é extremamente divertido, dinâmico e dá novo fôlego para o MCU.

P Por Arthur Morais

Por quase duas décadas Hollywood e o cinema mundial tentaram representar a dita Jornada do Herói como uma fórmula arquetípica defasada para roteiros. Quanto mais os acadêmicos, críticos e cineastas pensam poder se livrar dessa fórmula e de suas estruturas mais elas se provam capazes de render filmes emocionantes e divertidos. Mad Max: Fury Road está aí para provar isto, e Kingsman: Serviço Secreto, também. Dirigido por Matthew Vaugh e estrelado por Colin Firth, Taron Egerton e pela lenda viva Samuel L. Jackson, este longa é definitivamente uma das estreias obrigatórias do primeiro semestre de 2015.

T Por Vinicius Menegolo

Trinta anos se passaram desde que George Miller idealizou Mad Max. A franquia que surgiu com um filme underground, se tornou responsável por inaugurar o subgênero neo-western pós-apocalíptico que inspirou filmes como Resident Evil: Extinção (2007) e O Livro de Eli (2010). Estrada da Fúria potencializa o melhor dos originais, especialmente o cenário desértico e o clima de insanidade desenvolvidos no segundo filme. O resultado é um filme sombrio, arrojado, com ritmo frenético e visual irrepreensível.