A Por Guilherme Murayama

A história de Aaron Swartz, um prodígio da computação e ativista dos tempos da Internet, se entrelaça com a narrativa das manifestações no século XXI. Swartz, como alguém que cresceu e se adaptou rapidamente ao ambiente digital, moldou sua política através da experiência nas redes. O jovem programador lutou durante sua vida por domínio público e cultura livre. Suas pautas eram as pautas do mundo contemporâneo. Com uma inteligência de alto nível e amor pelos computadores, Swartz se tornou um rosto conhecido em tempos de anonimato.

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N Por Guilherme Murayama

No cinema, assim como nos livros, um dos aspectos mais importantes para a construção de uma boa história é o ritmo. Para a narrativa fluir bem, o argumento não basta, é necessário que o diretor e o escritor saibam o que estão fazendo. Afonso Poyart é um caso raro de cineasta brasileiro que consegue equilibrar em si mesmo ambas as qualidades. “Mais Forte Que o Mundo” é um dos poucos filmes nacionais em que o roteiro, escrito por Poyart ao lado do consagrado Marcelo Rubens Paiva, se sobressai durante toda a narrativa.

C Por Guilherme Murayama

“Capitão América: Guerra Civil” é um filme vazio. São algumas risadas e boas cenas de ação numa história fraca que só parece boa se comparada com filmes como Batman V. Superman e Era de Ultron. A ação nos blockbusters norte-americanos está predominantemente sem ritmo e apática. Ao se aproximar da narrativa dramática, o filme se perde e parece sempre ter pés nos freios. Não há sensação de perigo quando bombas explodem ou carros quebram, o Universo Cinematográfico Marvel sofre com a repetição e o medo dos executivos.

2016 começou e trouxe com ele as expectativas para o que veremos nos cinemas ao longo do ano. Será um ano repleto de franquias e blockbusters. Teremos sete filmes de super herói, o primeiro spin-off de Star Wars, o retorno de Harry Potter e também projetos autorais de diretores que admiramos. Para elaborar a lista, desconsideramos os filmes lançados em dezembro nos Estados Unidos, mas que estreiam no Brasil em janeiro como Creed, Os Oito Odiados e O Regresso.

M Por Guilherme Murayama

Making a Murderer não é fácil de se assistir. O documentário que retrata a história de Steven Avery, condenado nos Estados Unidos por homícidio doloso, toca profundamente o espectador. A justiça norte-americana poucas vezes se mostrou tão falha. Com ritmo de thriller e a profundidade de um livro denso, a série aborda o tema de um modo único. Mesmo tendo a abrangência do meio audiovisual, o formato de episódios permite um fluxo que até pouco tempo era apenas possível na literatura.

N Por Guilherme Murayama

Numa nova etapa da construção de Vampiro Americano, Scott Snyder e Rafael Albuquerque retornam com uma das melhores séries em quadrinhos da atualidade. Em Segundo Ciclo, acompanha-se Skinner Sweet e Pearl Jones no ano de 1965. Dez anos após o último contato entre os dois, a vida se situa de um modo bem diferente. Pearl Jones resgata criaturas perdidas em fuga de predadores na transformada fazenda de sua família no Kansas. Skinner Sweet vive agora na fronteira com o México, atacando traficantes e contrabandistas. Entretanto, algo antigo surge das sombras para ameaçar esse novo mundo. Chamam-lhe de O Negociador.

D Por Guilherme Murayama

Daniel J. Goor e Michael Scur, de Parks and Recreation, criaram através de uma temática comum uma das melhores séries de comédia da atualidade. Brooklyn Nine-Nine apresenta uma premissa simples através de uma comédia sobre investigação policial. As relações de trabalho e a dinâmica das delegacias já foi muito explorada no meio audiovisual. Portanto, o que realmente diferencia a série é a combinação entre um roteiro sólido, com uma edição precisa e atuações promissoras. Com um humor inteligente, a série aborda o dia-a-dia da 99ª Delegacia de Polícia do Brooklyn e acerta na fotografia que simula um conteúdo dramático. Através de cores sóbrias, Brooklyn Nine-Nine estabelece um realismo incomum entre as séries de humor.

F Por Guilherme Murayama

Felipe Nunes aparentemente ainda não esqueceu de sua infância. A temática, presente em sua obra anterior Klaus, retorna em Dodô. Após o reconhecimento no Troféu HQMIX na categoria de “Novo Talento – Desenhista”, esperava-se que a segunda HQ do autor continuasse desenvolvendo a qualidade revelada em Klaus. Entretanto, o salto entre a narrativa estabelecida na primeira graphic novel e Dodô supera a expectativa. Dodô se situa facilmente entre os melhores trabalhos nacionais de 2015 e consolida a escrita incomum de Nunes no primeiro plano entre artistas independentes.