Crítica | Vingadores – Primordiais

A Por Guilherme Murayama

Após a catastrofe do cerco em Asgard, os heróis mais poderosos da terra são espalhados por entre os Nove Reinos. Agora, Thor, Steve Rogers e o Homem de Ferro precisam superar suas desavenças para combater um inimigo poderoso que ameaça o equilíbrio entre os diferentes mundos.

Brian Michael Bendis e Alan Davis fazem um trabalho notável numa mistura de fantasia e mitologia. Num tom pouco explorado entre o Universo Marvel, os autores exploram os cantos esquecidos dos Nove Reinos numa viagem com monstros, elfos e dragões. Uma aventura simples, mas não por isso menos elaborada sobre a parceria que originou a equipe dos Vingadores. O trabalho possui um cuidado especial com a elaboração dos desenhos. A arte de Alan Davis é como sempre bem executada e transforma a viagem dos heróis numa aventura contemplativa repleta de força visual.

Nas histórias recentes dos Vingadores, poucas vezes existe espaço para jornadas mais simples. Brian Michael Bendis e Alan Davis acertam no tom e mostram possibilidades pouco exploradas no Universo Marvel. A narrativa sobre amizade é nostálgica e revive um pouco do companheirismo clássico dos quadrinhos. “Vingadores Primordiais” traz um equilíbrio interessante entre ação e aventura que merecia ser visto com maior regularidade.

 

Nota: 8

 

 

 

 

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