Crítica | Hermínia

E Por Guilherme Murayama

Em Hermínia, de Diego Sanchez, acompanha-se o diálogo entre dois jovens que convivem com uma estranha névoa. Com a ameaça do fim, ambos convivem em meio a conflitos, angústias e intimidade. Entrelaçado com o mundo do autor, as páginas apresentam mistérios e divagações. Assim como na névoa, tudo fica no limite do compreensível. A história de Hermínia e Arcádio trata da subjetividade, das relações internas de cada personagem.

O acabamento gráfico da Editora Mino é excelente. A capa e a publicação possuem qualidade incomum no mercado nacional. Tudo se torna ainda mais interessante quando nas páginas há muita experimentação. Ou seja, existe em Hermínia a combinação incomum entre as possibilidades narrativas, experimentação gráfica e alta competência no acabamento.

Demonstrando um talento que ainda pode evoluir bastante, Diego Sanchez expressa ousadia e coragem em sua diagramação. Se o enredo em alguns momentos se desfaz excessivamente nos mistérios, trata-se apenas de algo que o tempo poderá melhorar. Cheio de possibilidades, o autor se revela como uma icógnita interessante no cenário atual.

Nota: 7

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