Crítica | As Aventuras na Ilha do Tesouro

A Por Guilherme Murayama

As Aventuras na Ilha do Tesouro, de Pedro Cobiaco, é surreal. As cores explodem nas páginas. Uma viagem em todos os sentidos da palavra. São histórias de fúria que reforçam o sentido da palavra exótico.

O roteiro é repleto de faltas, acertos e excessos. Em algumas páginas o leitor se perde e em outras tem certeza de que tudo aquilo é muito genial. O projeto consagra toda a qualidade editorial da Mino. A editora tem surpreendido com a qualidade gráfica impecável de todos os seus materiais e permite para artistas independentes possibilidades antes praticamente inexistentes no mercado nacional. Se as cores são a maior qualidade das Aventuras na Ilha do Tesouro, é bem possível dizer que elas não seriam tão boas se não fosse pela parceria com a Mino. Desde a capa, tudo esboça cuidado e aperfeiçoamento do conteúdo nacional. A editora supera em muito as publicações mais comuns e se revela no mesmo nível de gigantes. É impressionante.

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Nas falhas, o maior destaque é o lettering. Feito no aspecto manual, em alguns momentos perde sua característica principal. São praticamente ilegíveis. Em compensação, os balões combinam com as páginas e tornam o conteúdo inteiro com forte apelo visual. As soluções de design são confusas, a diagramação em alguns momentos se perde e não deixa de ser caótica. Entretanto, em seus melhores momentos, As Aventuras na Ilha do Tesouro é uma mistura de Corto Maltese com A Hora da Aventura. Uma jornada insana em uma mistura desalinhada, embaralhada e extravagante.

Nota: 6

 

 

 

 

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