Crítica | Pétalas

P Por Guilherme Murayama

Pétalas surgiu como um projeto no Catarse e rapidamente se tornou um fenômeno da plataforma. Os desenhos de Gustavo Borges e as cores de Cris Peter mostravam em quadros silenciosos o potencial deste conto sobre uma pequena raposa que atravessa com resiliência um inverno rigoroso. A narrativa muda estabeleceu nos traços de Borges um universo imersivo e delicado. O resultado é um trabalho inspirador, cheio de sutilezas, que transborda excelência artística em todas as suas páginas.

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A mensagem da história retrata a importância das boas ações. O livro reflete sobre as escolhas e o modo com o qual elas impactam as pessoas. De certa forma, o enredo é minimalista. As vidas dos personagens se moldam nos pequenos gestos, a generosidade transforma o destino de cada um deles. A essência, sobre semear o que é bom, permanece com força no final da leitura. E, por capturar apenas aquilo que é mais necessário, Pétalas se parece muito com o que existe de melhor na poesia.

Nota: 10

 

PÉTALAS (1)

 

Recomendado para quem gostou de: Dodô, Edgar e Scott Pilgrim.

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