Crítica | Lições

E Por Guilherme Murayama

Em Laços, os irmãos Lu e Vitor Cafaggi transformaram os personagens clássicos de Maurício de Sousa e os levaram para uma aventura dramática e repleta de emoções. O sucesso foi imediato. A graphic novel se tornou um sucesso, ganhou prêmios da crítica e foi aclamada pelo público. Através de Lições, os irmãos Cafaggi retornam ao mundo que os consagrou com ousadia e aprofundamento. A nova história é surpreendentemente melhor e mais madura que a anterior. Lições apresenta possibilidades imensas para os personagens da Turma da Mônica e atinge um nível reservado apenas aos melhores quadrinistas nacionais.

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Após cometer uma infração na escola, Magali, Mônica, Cebolinha e Cascão, precisam enfrentar as consequências de seus atos. Em uma história sobre amadurecimento, os personagens precisam aprender enquanto enfrentam dificuldades e perdas. Numa mistura entre clássico e novo, o enredo aborda tanto os temas comuns das histórias de Maurício quanto dramas pouco explorados dentro do universo do escritor. O resultado é uma narrativa que contempla a amizade, mas que também contempla a tristeza. É como se cada um deles: Magali, Mônica, Cebolinha e Cascão, entrassem num território desconhecido. Assim, revelam-se nuances até então desconhecidas de cada um. Todos enfrentam o diferente, os medos internos e as dificuldades do mundo real. Sem deixar o humor de lado, os Cafaggi revitalizam os protagonistas. A Magali, por exemplo, nunca foi tão interessante. Através do design e das expressões corporais os irmãos capturam a essência da personagem e a transformam em uma garota extremamente humana.

Lições é um clássico absoluto. Apaixonante desde o início, a história já é um marco. Poucos quadrinhos são tão profundos e tão simples. A narrativa é completa e indescritível.

Nota: 10

 

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