Crítica | Burnt

A Por Guilherme Murayama

A culinária é um tema fascinante. Chef’s Table, a série de David Gelb, demonstrou as possibilidades cinematográficas da gastronomia. Embora poucos filmes tenham se consagrado ao representar o âmbito da cozinha, fica cada vez mais interessante observar o quanto a dinâmica dos chefs é intrigante em seu aspecto visual.

Com exceção de alguns filmes pontuais como “Vatel – Um Banquete para o Rei”, pouco se representou no meio audiovisual a pressão e as angústias de organizar e dirigir um restaurante. Burnt, dirigido pelo americano John Wells, tenta ser um passo nessa direção. Com um elenco repleto de talentos que vão dos norte-americanos Bradley Cooper e Sienna Miller, até o frânces Omar Sy e o alemão Daniel Brühl, o filme oscila entre a maestría e a obviedade.

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O roteiro do experiente Steven Knight, apresenta um formato padrão e pode decepcionar o espectador que espera por caminhos mais incomuns. A narrativa é consistente, porém previsível. Acerta em não mostrar flashback ou revelar demais o passado dos personagens, mas erra em desdobramentos clichês e excessivamente detalhados.

A fotografia é cuidadosa e a direção bem executada. Não é o melhor filme do ano, mas é um dos melhores já feitos sobre o assunto. Longe de ser imperdível, Burnt agrada aos que gostam do universo da gastronomia e traz o ambiente da alta cozinha para as telas de cinema.

 

Nota: 7

 

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