Crítica | O Velho Logan

O Por Guilherme Murayama

O Velho Logan é uma história do Wolverine em um cenário apocalíptico. É como “A Estrada” de Cormac McCarthy, um mundo devastado. No caso, como não podia ser diferente, a destruição foi causada pelos supervilões. Mark Millar, o gênio por trás de “Os Supremos” e “Superior”, leva o Universo Marvel para uma situação extrema, onde os que não morreram, falharam. Além de tudo, Wolverine agora só quer ser conhecido como Logan, um fazendeiro pacíficio que tenta esquecer seus dias de herói e pagar os aluguéis injustificados para a Gangue Hulk.

Os desenhos são de Steven McNiven. É a dupla que fez “Guerra Civil”. Não dá pra dizer muito, cada um tem que ver com seus próprios olhos. O Velho Logan é uma das maiores histórias do Wolverine. O leitor certamente vai estranhar em ver os antigos heróis de um modo bem diferente. A graça está aí, o mundo ficou de ponta cabeça. A inspiração claramente está em Os Imperdoáveis e outros clássicos de faroeste. Logan é Clint Eastwood, o homem silencioso que fica o tempo inteiro em cena. Todos sabem quem ele é e do que é capaz, por mais que ele mesmo tente dizer o contrário.

Nota: 10

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O Velho Logan
Oldman Logan
Autores: Mark Millar (Roteiro) e Steven McNiven (Arte)
Originalmente publicado em #66-72 de Wolverine (Vol. 3) e Wolverine: Giant-Size Old Man Logan.
Editora (EUA): Marvel Comics
Editora (BR): Salvat
Preço (BR): R$ 32,90
Número de páginas (BR): 238
Data de lançamento (BR): Setembro de 2014

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