Crítica | Batman Eterno

A Por Guilherme Murayama

Ao lado do Superman de Grant Morrison e do surpreendente I, Vampire de Joshua Hale Fialkov, Scott Snyder criou com Batman uma das melhores séries dos novos 52 – reboot do Universo DC nos quadrinhos. Agora, com um personagem mais maduro, Scott inicia a maior saga do Cavaleiro das Trevas deste ano com “Batman: Eterno”. A história, que também carrega o peso do símbolo comemorativo de 75 anos do morcego, começa muito bem e estabelece de modo interessante uma nova visão sobre personagens lendários de Gotham, assim como da própria cidade.

Não apenas como uma série semanal, mas no universo de quadrinhos em si, poucas histórias começam com uma promessa tão grande quanto este novo Batman. Os volumes 0 e 1 são muito diferentes, como era de se esperar, já que são feitos por artistas distintos, e igualmente bem executados. Jim Gordon preso, Gotham caindo e Bruce enfrentando inimigos do passado. A série explode desde o começo: tem ritmo, fluxo e deve se consagrar rapidamente como um clássico. Scott Snyder comanda um time excelente de roteiristas, coordenando a trama principal e, ao mesmo tempo, deixando espaço para cada talento brilhar em sua especialidades nas histórias menores.

Em conjunto com Batman: Corte das Corujas, “Eterno” é um bom começo para novos leitores e com certeza também agrada aos fãs mais experientes. O preço não poderia ser melhor: R$ 3,50 para os volumes semanais e R$ 2,90 para a edição inicial. Não que isso seja determinante, a série vale mais quando comparada aos preços assombrosos no mercado nacional, mas está muito bom assim. A saga é desde o principio lendária, Snyder (Vampiro Americano) consegue, em pouco tempo, criar mais um épico e reforça porque tem sido considerado um dos maiores escritores de nosso tempo.

Nota: 10

 

Recomendado para quem gostou de: Vampiro Americano

batman eterno 1

Anúncios