Crítica | Ponyo (2008)

Q Por Guilherme Murayama

Qualquer crítica a um filme de Hayao Miyazaki já se torna fundamentalmente desnecessária. A constância do diretor, cujos filmes são invariavelmente bem realizados, torna dispensáveis análises e avaliações. Portanto, tendo visto qualquer filme do diretor, o espectador já sabe o que esperar.

“Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar” não é de maneira alguma um ponto mais baixo na carreira do diretor. Pelo contrário, as qualidades técnicas da obra de Miyazaki parecem aumentar progressivamente a cada filme realizado. O que muda são apenas as histórias, cujas temáticas sempre têm pontos de conexão entre os filmes e são constantemente filosóficas. Esta história é sobre Sosuke, um menino de cinco anos que mora na encosta do mar e um dia encontra Ponyo, uma princesa peixinho-dourado que fugiu do fundo do oceano para conhecer o mundo da superfície. Com uma inocência cativante, o filme, que num primeiro momento é destinado às crianças, contém uma beleza inspiradora que só é comum aos grandes mestres do cinema. Sem se repetir, Hayao Miyazaki entrega outra obra-prima indescritível que só poderia ter sido realizada por alguém que, como ele, dedicou a maior parte de sua vida à arte da animação.

Nota: 10

Recomendado para quem gostou de: A Viagem de Chihiro (2001), Horton e o Mundo dos Quem! (2008) e Toy Story (1995).

Trailer:

Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar (2008)
Gake no ue no Ponyo, Japão, 101 min
Direção: Hayao Miyazaki
Roteiro: Hayao Miyazaki
Fotografia: Atsushi Okui
Edição: Hayao Miyazaki, Takeshi Seyama
Direção de Arte: Noboru Yoshida
Lançamento EUA: 19/07/2008
Lançamento Brasil: 30/07/2010

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