CCXP: acaba não mundão

L Por Guilherme Murayama

Lembro que, quando eu era pequeno, ia à bienal do livro e ficava procurando os estandes – acho que da Devir e sei lá mais qual – para comprar alguns cards e outras nerdices. Parecia meio estranho pros meus pais naquela época e na vez em que gastei todo o meu dinheiro num quadrinho do Asterix até eu mesmo fiquei pensando que minhas escolhas não eram muito boas.

Conhecer pessoalmente o Gabriel Bá e o Fábio Moon, conseguir o autógrafo do Snyder e descobrir um monte de artistas que até então não conhecia foram aspectos incríveis do que vivi na Comic Con Experience no último final de semana. Até agora, ainda repasso na minha cabeça alguns momentos como o da palestra com o Ivan Reis, um dos meus desenhistas preferidos. Mas ainda lá, no Expo Center Imigrantes, o que percebi é que o melhor daquilo tudo não foram as pequenas experiências, foi o conjunto.

Se, durante minha infância, fazer todas essas coisas pareciam um pouco estranhas e isoladas, nesse final de semana eu me senti em casa. É como se parte de todas aquelas pessoas compartilhassem de algo em comum com o que tenho de melhor na minha memória e, na verdade, deve ser bem isso. Claro que já existe hoje a Cultura Geek, as feiras menores e a internet. Só que lá foi tudo mais real. É indescritível, emocionante. Sei que parece piegas, mas meio que se dane. Em algum momento, no meio daquilo tudo, eu sorri. Percebi que sentia uma gratidão enorme pelas pessoas que realizaram aquilo tudo e também pelas que foram lá e ajudaram a transformar aquele evento em algo tão especial. Então, espero que tudo isso continue. Obrigado a todos que colaboram com essa Comic Con. Na minha cabeça, não dava pra ser melhor.

CCXP2014

Anúncios